E cá estou eu de novo postando no meu blog. Na viagem não deu mesmo… bastante correria… na verdade, quase uma aventura. Só para se ter uma ideia: voei com avião de hélice (sim, hélice… e não era um helicóptero!! Preciso de um adicional de periculosidade no meu salário, por favor…), viajei em um carro alugado de Maringá a Londrina para pegar um avião e passei por 6 aeroportos diferentes em menos de 48h. Ufa!
A viagem começou em Porto Alegre, com a empresa Azul – até aí tudo bem, já voei de Azul e acho um charme os aviões da Embraer… os snacks que servem também são bons – fizemos uma escala em Navegantes (SC), depois uma conexão em Campinas (SP). Foram duas horas de espera no aeroporto pequeno de Campinas… engraçado é ter que caminhar na pista nesses aeroportos pequenos pra chegar até a sala de desembarque. Seguimos então para Maringá (PR). É, fomos a SP para voltar pro PR… não me pergunte por quê, não fui eu que estabeleci o itinerário. No evento, tudo certo… ao vivo sempre tem que dar certo. Contamos com bastante ajuda e envolvimento dos professores da UEM (Universidade Estadual de Maringá). E então voltamos pra casa… e é aí que eu queria chegar. Eu já tinha ouvido falar na empresa Trip Linhas Aéreas, mas nunca tinha dado muita bola… Dessa vez eu conheci bem.
O último vôo da Azul para Porto Alegre era muito cedo, não daria tempo, então tivemos que ir até Londrina, com um carro locado para pegar outro avião e dessa vez da Trip. No caminho, meus colegas iam me “aterrorizando” dizendo que certamente o avião que iríamos pegar não era o Embraer, parecido com o da Azul, e sim o ATR, sem as belas turbinas e com duas pavorosas hélices. Eu já estava branca, mais do que eu sou. E lá realmente foi confirmado. Bom, eu tenho um lema: posso estar cagada de com muito medo, mas eu tento superar o que me corrói por dentro. Foi assim minha vida toda. Pode ser que depois, no meio do caminho, eu pense: “Não deveria MESMO ter feito isso”, mas pelo menos eu tentei superar o meu medo.
E lá fomos nós caminhando até o avião com hélice. Eu e a Fê até tiramos uma foto antes de começar a nossa aventura (olha a foto ali embaixo). Até porque quando fechassem as portas, como sempre diz um colega nosso: “Já eraaa!”
Não vou mentir, na decolagem e no pouso, ele balança mais do que os aviões maiores, mas o vôo em si é bem tranquilo e o serviço de bordo é óteeemo. Comida de verdade, com garfo e faca, não é barrinha de cereal. A entrada é por trás e, dentro, a aeronave é bem pequena, o serviço de bordo vem só por um lado. Antes da cabine do piloto tem uma parte de cargas, que acho é ali que ficam as bagagens (e talvez os paraquedas…).
E então fomos de Londrina para a escala em Foz do Iguaçu (sim, para completar ainda tinha uma escala… decolei e pousei mais de uma vez com o avião de hélice!). Dizem que, se fosse de dia, o piloto faria um vôo panorâmico sobre as cataratas… gostaria de ter visto isso. E de lá voltamos a Porto Alegre. Foi uma viagem bem legal. Sai da rotina da redação para viver dois dias bem divertidos e de descobertas.
Maringá é uma cidade maior do que eu pensava (335 mil habitantes) com uma baita universidade estadual, que conta com 22 mil alunos. A catedral tem a maior estrutura da América do Sul em forma de cone. Londrina também é muito charmosa e maior ainda, cerca de 600 mil habitantes, só que o aeroporto é bem pequeno, bem menor do que Maringá, por incrível que pareça. E Foz do Iguaçu é o segundo maior destino de turistas (principalmente estrangeiros) do Brasil, perdendo apenas para o Rio. Foz já está inclusa na lista das minhas próximas viagens de férias.
A Trip Linhas Aéreas tem rotas regionais bem interessantes. Se você não quiser perder tempo, puder gastar um pouco mais em uma passagem, é uma boa alternativa. São 10 ATR 72, 12 ATR 42 e 4 Embraer 175. E a expectativa é que até o final do ano mais aeronaves se somem a esse montante. Fica a dica.

Fernanda e eu antes de embarcar no ATR 72, em Londrina (PR).