Não darei desculpas esfarrapadas por não ter escrito por aqui por alguns dias… mas um feriadão e mais uma viagem a trabalho devem justificar tudo. Bom, a viagem foi a Não-Me-Toque/Carazinho, para um evento ao vivo, e foi bem legal. São nessas viagens que tenho a oportunidade de conviver mais com meus colegas que são de outros estados, neste caso, de São Paulo. Vieram, desta vez, um comentarista econômico e aquele que sempre tem assunto, em qualquer lugar, com qualquer pessoa: um meteorologista.
Piadinhas é o que não faltaram sobre a profissão do meu “colega do tempo” durante a viagem inteira. Tudo bem… ele já está acostumado. ”Essa do ‘cara precipitado’ eu já ouvi 57 vezes!”. Ele só sorria. Depois começou a contar histórias interessantes.
Uma delas é que quando entra num táxi e o taxista puxa papo: “O que o senhor faz?”, e ele não está afim de conversa, responde: “Sou advogado!”. Pronto. Caso contrário, sabe que a corrida será looonga… Outra história foi como a profissão pode atrapalhar um encontro romântico. Com as mulheres, confessou que já decepcionou por saber demais sobre os fenômenos naturais. Mais especificamente quando ao assistir ao pôr-do-sol explicou para a namorada o que era aquilo que ela estava achando lindo. E aí ele contou algo que, para mim, foi novidade.
Explicou-me (não com estas palavras, claro) que o céu é azul pois as ondas de luz que refletem as gotículas de vapor d’água chegam até o nosso olho nessa cor. Até aí tudo bem… Mas no pôr-do-sol quando observamos aquele céu azul misturado com o cor-de-rosa que achamos lindo, na verdade não é bonito, não. Aquela cor rósea, agradável para os nossos olhos e que faz tantos casais suspirarem ao admirar um final de tarde, nada mais é que outras substâncias dispersas no ar, portanto, a poluição.
Logo me veio uma referência a tudo isso: quantas vezes já nos enganamos com coisas ou pessoas que, a primeira vista, pela aparência, nos parecem lindas, mas depois de algum tempo você descobre que há um grande equívoco?
Cito alguns exemplos: tem aquele sapato maravilhoso que você compra e fica perfeito, mas na primeira saída faz uma bolha enorme no seu calcanhar… Aquele filme com os melhores e mais bonitos atores, que no final não passa nenhuma mensagem realmente útil… Aquele programa de feriado que era pra ser ótimo e acaba virando “programa de índio”… E, finalmente, tem também aquelas pessoas, um amigo(a), uma paixão, que aparentemente são belas em todos os sentidos, mas em algum momento decepcionam você… Um céu cor-de-rosa total.
É, daí fico pensando, há mais coisas entre o céu e a terra… enfim, o resto você já sabe.

Contradição?

